sábado, 19 de novembro de 2016

Opinião: "As Raparigas Esquecidas" - Sara Blædel

Título: As Raparigas Esquecidas
(Louise Rick #7; Missing Persons Trilogy #1)
Autor: Sara Blædel
Editora: Topseller
ISBN: 9789898843074
Páginas: 300

Sinopse: Numa floresta da Dinamarca, um guarda-florestal encontra o corpo de uma mulher. Marcada por uma cicatriz no rosto, a sua identificação deveria ser fácil, mas ninguém comunicou o seu desaparecimento e não existem registos acerca desta mulher.Passam-se quatro dias e a agente da polícia Louise Rick, chefe do Departamento de Pessoas Desaparecidas, continua sem qualquer pista. É então que decide publicar uma fotografia da misteriosa mulher. Os resultados não tardam. Agnete Eskildsen telefona para Louise afirmando reconhecer a mulher da fotografia, identificando-a como sendo Lisemette, uma das «raparigas esquecidas» de Eliselund, antiga instituição estatal para doentes mentais onde trabalhara anos antes.Mas, quando Louise consulta os arquivos de Eliselund, descobre segredos terríveis, e a investigação ganha contornos perturbadores à medida que novos crimes são cometidos na mesma floresta. Através de uma narrativa envolvente, vertiginosa e de forte impacto emocional, Sara Blædel não deixa o leitor descansar enquanto não chegar ao fim do livro.

(pode conter spoilers)

Este é o primeiro livro da autora Sara Blæder que tive a oportunidade de ler. Foi uma verdadeira surpresa, e a verdade é que ganhou mais uma fã! Não fosse eu viciada nestes livros nórdicos. Quando li a sinopse, algo me dizia que este livro seria diferente. Mas, mesmo sendo diferente, não esperava ler uma história tão peculiar e um tanto revoltante de ler. Não pela brutalidade dos acontecimentos em si. Antes pela forma como a vida de algumas pessoas pode ser completamente diferente e bem mais agreste daquilo que poderíamos imaginar.

Louise Rick chega ao Departamento de Pessoas Desaparecidas para iniciar funções quando é descoberto um corpo de uma mulher na floresta. Para tornar a situação mais particular, a mulher em questão tinha uma cicatriz facial extensa. Contudo, apesar desta particularidade, ninguém reportou o seu desaparecimento até ser divulgada na comunicação social a sua fotografia.

Agnete Eskildsen foi uma antiga funcionária de uma instituição para crianças com compromisso das suas capacidades mentais. Esta identificou o corpo como sendo de uma das "raparigas esquecidas" que estava internada na instituição. Quando Louise Rick começa a investigar as pistas mais a fundo, descobre que havia uma irmã gêmea. Para além disso, ambas tinham sido declaradas como falecidas no mesmo dia e com um minuto de diferença entre ambas. Contudo, uma delas estava viva até alguns dias atrás. Portanto, a questão que permanecia era: terá a irmã gémea realmente falecido também?

Enquanto Louise Rick dá continuidade à sua investigação, ocorrem mais alguns acontecimentos. Uma ama é encontrada morta na floresta, uma mulher foi raptada enquanto corria e uma outra foi violada na própria casa.  Rapidamente, Louise conclui que o suspeito será da zona; uma vez que conhece demasiado bem a floresta onde decorreram os ataques.

Quando Louise segue as pistas que tem na sua posse, tudo vai dar à antiga instituição e acaba por descobrir certas coisas que darão um novo rumo a toda a investigação! Para além disso, com esta investigação, Louise revive acontecimentos de um passado recente em que o seu companheiro foi encontrado em casa, naquilo que parecia ter sido um ato de suicídio. Mas terá realmente sido assim que as coisas aconteceram?

Toda esta história foi repleta de momentos de suspense, de reviravoltas e de emoções fortes. Por muito que quisesse ou que apontasse o assassino como sendo uma certa personagens, o que veio a revelar-se foi algo completamente diferente e bem mais distorcido!

Para além disso, quando são descobertas pistas que só levam a mais perguntas e a mais descobertas brutais, o leitor só consegue fazer uma coisa: ler mais e mais! Mas, aquilo que realmente me marcou foi a forma como a autora conseguir transmitir a forma como as pessoas com compromisso das capacidades mentais eram discriminadas, numa altura em que eram fechadas numa instituição e não recebiam qualquer contacto da família.

Só não dei 5 estrelas a este livro porque me pareceu que, em certas situações, a história começava a andar em círculos sem grande desenvolvimento. Mas, fora este aspeto, é um livro que me agarrou desde o primeiro capítulo! Com personagens tão características e com um enredo que me fez levar as mãos à cabeça com as atrocidades que foram relatadas!

Sem comentários:

Enviar um comentário