quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Opinião: "Corações na Escuridão" - Laura Kaye

Título: Corações na Escuridão (Hearts in Darkness #1)
Autor: Laura Kaye
Editora: 4 Estações/Castor de Papel
ISBN: 9789898504036
Páginas: 160
Sinopse: Dois estranhos...
Makenna James acha que o seu dia não pode ficar pior até que no edifício do seu escritório corre para apanhar o elevador. Enquanto se distrai para atender uma chamada o elevador pára e fica às escuras. Makenna encontra-se assim na companhia de um estranho do qual apenas vislumbrou a tatuagem de um dragão numa das suas mãos antes das luzes se apagarem. Quatro horas... Caden Grayson diverte-se com esta linda ruiva tão atrapalhada com a sua mala e o telemóvel. Mas logo a diversão acaba quando o elevador se imobiliza e ele, apesar dos seus piercings, tatuagens e cicatrizes, entra em pânico. Agora está preso dentro do seu pior pesadelo… durante quatro horas. Somente abrindo-se com Makenna é que Caden poderá vencer os seus demónios, da mesma foram que Makenna consegue ultrapassar o seu terror do desconhecido. Aos poucos e apesar da escuridão, ambos acabam por descobrir o muito que têm em comum. Na escuridão a atração e o desejo crescem e os dois não resistem a envolver-se com paixão. Mas, perguntam-se, irão sentir o mesmo quando as luzes voltarem? E quando forem salvos do elevador que os aprisiona o que farão? 

Opinião (pode conter spoilers):
O que posso eu dizer acerca deste livro que me prendeu desde o início e que me fez desejar ter a oportunidade de o ler de uma assentada... "Corações na Escuridão" é aquele típico livro que nos toca no coração e nos deixa com um sorriso na cara por muito, muito tempo. A forma descontraída e leve como a história é narrada torna-a única e convidativa à sua leitura.

O início da história tem como referência Makenna James, uma contabilista forense que acabou de ter um dia de trabalho infernal. A jovem salta à vista pelo seu cabelo ruivo e a forma profissional como se veste faz salientar as suas curvas. Aquando da saída do escritório, Makenna corre para o elevador com malas a caírem-lhe dos ombros. Por outro lado, temos Caden Grayson que trabalha como paramédico. Ao contrário de Makenna, Caden tem um visual que poderá transmitir, à primeira vista, uma personalidade fria e isolada: tatuagens, piercings e cabelo tão curto que parece não o ter. Mas, no fundo, Caden demonstrará que isso é só aparência, porque a sua personalidade remete para um homem mais maduro, com as suas inseguranças e medos.

Quando finalmente Makenna entra no elevador e depois de uns segundos em movimento, este para repentinamente e as luzes, que até então os acompanharam, acabaram por se apagar. Aquele pequeno cubículo foi apoderado de uma escuridão total que os deixou totalmente às cegas. Por isso, Makenna e Caden nunca tiveram a oportunidade, mesmo que passageira, de se olharem devidamente. O que acaba por acontecer no tempo em que ficam lá fechados é uma troca de histórias pessoais de ambos que lhes permite conhecerem-se para além da sua aparência física.

E é por esta razão que Makenna e Caden acabaram por se sentir tão à vontade um com o outro: devido à falta dos julgamentos de aparência que tanto atormentam as pessoas. Sem o sentido da visão para lhes dar o que queriam, Makenna e Caden acabam por recorrer a outros sentidos para se conhecerem minimamente. E no fim, talvez as suas histórias de vida tenham mais em comum do que aquilo que estava à espera.

A forma como a autora consegue agarrar o leitor à história de Makenna e Caden é surpreendente. Para além disso, os sentimentos, as inseguranças e as histórias de vida das personagens acabam por se assemelhar bastante à realidade. Por isso, este acaba por ser um daqueles livros em que parece que estamos a ler a biografia de uma pessoa de verdade. Ambas as personagens têm o seu nível de complexidade, mas esse aspeto apenas fez com que fôssemos conhecendo ambas ao longo do livro e não apenas logo no início da narrativa.

O único aspeto que considero ter sido menos real foi o facto de o romance presente ter "acontecido" nas meras horas que estiveram presos na escuridão do elevador. Pareceu-me um bocadinho forçado. Mas este livro é um romance erótico, por isso não foi algo que levei muito em conta. Porque, de facto, não me fez arrepender de o ter lido, de todo!

É caso para dizer "I love... that elevator", porque de facto gostei imenso da história! Por isso, quem quiser um livro deste género que seja leve, fácil e rápido de se ler, aqui têm um exemplo! Tenho a certeza que não se irão arrepender!


Rating: 5/5

Leitura com o apoio da editora 4 Estações/Castor de Papel

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