terça-feira, 2 de agosto de 2016

Opinião: "Aïcha, A Bem-Amada de Maomé" - Marek Halter

Título: Aïcha, A Bem-Amada de Maomé (As Mulheres do Islão #3)
Autor: Marek Halter
Editora: Editorial Bizâncio
ISBN: 9789725305720
Páginas: 288
Sinopse: «A ti que pousarás os olhos nestas linhas: Chamo-me Aïcha bint Abi Bakr.  Há cerca de sessenta anos que me chamam Aïcha, Mãe dos Crentes. Sei que Allah, o Clemente e Misericordioso, não tardará a julgar a minha vida. Quis que ela fosse longa, bela e terrível. Quis que a minha memória fosse incomparável, a fim de a pôr ao serviço da Sua vontade e do Seu Enviado.» Este último volume mostra o aparecimento de um Islão conquistador, que afastou as mulheres, apesar da oposição de Muhammad e que conduziu à divisão entre sunitas e xiitas, que ainda hoje ensanguenta o mundo árabe e o Ocidente.

Opinião (contém spoilers):
Aïcha, A Bem-Amada de Maomé termina a trilogia As Mulheres do Islão, onde a própria relata a sua vida ao lado de Maomé e aquilo que conseguiu atingir durante esse percurso, tendo sido uma boa conclusão para o término da trilogia em questão.

Aïcha é uma jovem mulher que batalhar ao lado de Maomé nos obstáculo que têm vindo ao seu encontro. Contudo, para além deste lado mais "masculino", Aïcha é uma jovem preocupada com o seu marido e com o seu bem-estar, uma esposa dedicada e cuidadosa. Mas, mais do que isso, acredita no seu Deus.

Apesar de não ser uma pessoa com uma dimensão religiosa muito desenvolvida, este livro cativou-me pelo facto de demonstrar a forma como algumas das religiões se interligam e, por outro lado, como podem divergir e dar origem a outras. Esta questão da divergência fez-me refletir na possibilidade de todas as religiões terem divergido umas das outras, com um ponto de origem em comum. É possível que tenham surgido do mesmo Deus como também de entidades diferentes?

De uma forma complementar, o autor foi capaz de nos oferecer uma leitura mais romanesca e histórica, que nos permite ver a nossa vida de diferentes perspetivas e imaginar situações hipotéticas da nossa vida.

A escrita de Marek Halter é característica, fez-me ficar ligada à história de uma forma diferente. Foi com certeza uma boa leitura e um bom período de reflexão.

Rating: 3/5
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